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Archive for fevereiro 2012

As tomadas de decisão, as transições defensivas e a provável eliminação na UCL 2011/2012

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Falhas individuais e coletivas do Arsenal neste momento do jogo resultaram em todos os gols do confronto

O melhor torneio de clubes do mundo está na fase eliminatória com somente 16 participantes. Milan e Arsenal formam uma das chaves das oitavas de final da Uefa Champions League 2011/2012 e foi o jogo escolhido para as reflexões desta coluna. Na partida de ida, vitória do Milan por 4 a 0.

Na postagem da última semana, foi mencionada a importância de todos os atletas conseguirem “jogar o mesmo jogo nas transições”. No confronto entre Milan e Arsenal, a equipe italiana teve comportamento determinante para o resultado do jogo em suas transições ofensivas e, consequentemente, a equipe inglesa também teve comportamento determinante, porém negativamente, em suas transições defensivas.

Sabe-se que, ao perder a posse de bola, dois comportamentos coletivos podem ser realizados. Um deles é o de busca imediata pela recuperação da posse e o outro é o retorno da equipe até outras referências de marcação (linha da bola ou determinada região do campo), para posterior recuperação.

Para cada um dos 4 gols do Milan, será feita uma explicação dos comportamentos realizados pela equipe do Arsenal, considerando sua plataforma de jogo (1x4x2x3x1) e as regras de ação de alguns jogadores.

No lance do primeiro gol, após a perda da posse de bola, é evidente que o Arsenal opta por reposicionar sua equipe defensivamente e impedir progressão do adversário. Para que este mecanismo coletivo seja corretamente aplicado, os setores entre a bola e o alvo devem ser devidamente protegidos para evitar a ocorrência de situações de finalização a partir de movimentações ofensivas (penetração, profundidade, ultrapassagem, fintas e dribles).

Nocerino, jogador do Milan, que recuperou a posse e teve espaço e tempo para agir assiste à Boateng que, sob a mesma condição (espaço e tempo para a ação) tem possibilidade de finalização. Os erros de decisão de Vermaelen, central pelo lado esquerdo, e Koscielny, central pelo lado direito, expõem o que não pode ser exposto por quem opta pelas referências operacionais que não a de recuperação da posse: a zona de risco. Vermaelen decide seu posicionamento em função da bola, da sua meta, do adversário com posse e de Ibrahimovic. Já Koscielny define o seu a partir das mesmas referências, porém, ao invés de Ibrahimovic, Robinho. Ambos “esquecem” de Boateng. A conclusão da jogada pode ser vista abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=OIGekS1MU9M&feature=youtu.be

A ação do segundo gol tem início em nova perda da posse de bola, no entanto, desta vez existe um comportamento coletivo de tentativa de recuperação, observada pela diminuição do espaço em que se encontra a bola feita pelo lateral direito Sagna, pelo volante Arteta e pelo meia direita Walcott. Este mecanismo, ineficaz nesta ação, novamente permitiu espaço e tempo, desta vez para Emanuelson, que realizou um passe vertical para Ibrahimovic com posterior erro decisório da equipe inglesa: a linha de impedimento com ações individuais distintas. Koscielny adianta a linha de marcação, porém, o movimento não é acompanhado por Vermaelen e pelo lateral esquerdo Gibbs. Acompanhe toda a jogada e sua conclusão no trecho a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=Ege9or4fTOM&feature=youtu.be

Já no terceiro gol, após passe errado de Rosicky, Arteta e depois Vermaelen tentam, sem sucesso, a recuperação da posse com pressão em Robinho e Ibrahimovic, respectivamente. Na mesma ação, laterais e o volante Song recompõem e Djourou (central que substituiu Koscielny, lesionado) retarda a ação. Com Ibrahimovic novamente pressionado, desta vez por Sagna e com a linha defensiva formada, o Arsenal volta a errar a decisão com Song, que não posiciona em frente aos quatro defensores entre bola e alvo, logo, deixa o setor de finalização exposto para Robinho. O escorregão de Vermaelen, contrariando o comentarista, não foi a falha determinante para a ocorrência do gol. 

http://www.youtube.com/watch?v=RfPaCMzRvM8&feature=youtu.be 

Para a jogada do quarto gol, pedirei sua opinião, caro leitor. Quais as falhas defensivas apresentadas pela equipe do Arsenal após a perda da posse de bola por Rosick? Eventualmente, peço a participação de vocês, pois julgo como fundamental para a coluna possibilitar maiores reflexões.

A opinião aqui exposta só ganha significado se em alguns lugares desse imenso país e, inclusive, fora dele (certo, Álvaro?) mais pessoas estiverem pensando sua prática a partir dos conteúdos aqui expostos e sendo críticos o suficiente para interpretá-los, questioná-los e, acima de tudo, (re)significá-los diante de suas próprias realidades.

E mais do que as respostas, como fiz nas jogadas dos três primeiros gols, são as perguntas que potencializam as discussões. Discussões que fazem surgir opiniões como a do leitor Felipe Sampaio, adjunto na base do Santa Cruz-PE e que está no caminho certo em suas reflexões sobre a Metodologia de Treinamento.

Abaixo, o último vídeo, sem edições (em dois links devido às problemas na publicação): 

http://www.youtube.com/watch?v=nBbi_NACqio&feature=youtu.be

http://www.youtube.com/watch?v=hW9LdZ7L09g&feature=youtu.be 

Pode ser que algum leitor me escreva mencionando que o Arsenal não teria apresentado estes problemas de transição defensiva se fosse mais eficiente em sua organização ofensiva, pois perdeu a posse de bola em quatro situações relativamente simples para uma equipe de alto nível do futebol mundial.

E eu concordaria com a resposta!

Coisas do (complexo) futebol…

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Written by Eduardo Barros

25 de fevereiro de 2012 at 8:04

Banco de Jogos – Jogo 3

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Jogo de Transição Ofensiva

Conseguir fazer com que todos os jogadores “joguem o mesmo jogo” nas transições implica a operacionalização de muitas situações de treino que permitam a repetição dos comportamentos esperados pelo treinador. Em equipes de alto nível, as transições ofensivas observadas privilegiam o jogo apoiado, com rápida retirada (vertical ou horizontal) da zona de recuperação e eficiente ampliação do campo efetivo de jogo.  Na coluna desta semana, será apresentada uma proposta de atividade que, se adequadamente conduzida, propiciará inúmeras situações-problema para o referido momento do jogo.

Jogo Conceitual de Transição Ofensiva

– Dimensões de ¾ do tamanho do campo oficial.  ~ 75m x 70m;

– Campo dividido em 3 faixas verticais (10m, 50m e 10m);

– Uma metade do campo dividida nos setores A (21,5m x 20m), A’ (21,5m x 15m) e A” (16m x 15m);

– Tempo de atividade, incluindo esforço e pausa, a critério da Comissão Técnica, em função dos objetivos desejados.

Plataforma de Jogo Equipe A (azul): 1-4-2-1

Plataforma de Jogo Equipe B (verde): 1-4-4-2 (losango)

Regras do Jogo 

  1. Se a equipe verde recuperar a posse de bola no mesmo setor em que perder no campo de ataque e retirá-la deste setor, horizontal ou verticalmente no sentido do ataque = 1 ponto;
  2. Se a equipe azul recuperar a posse no campo de defesa e após 3 segundos de posse não houver os dois laterais ocupando a faixa lateral delimitada = 1 ponto para o adversário;
  3. Se a equipe azul recuperar a posse no campo de defesa e ultrapassar o meio campo com a bola dominada por condução ou troca de passes = 1 ponto;
  4. Se a equipe verde não ultrapassar o meio campo com a bola dominada, por condução ou passe, após recuperar a posse no campo de defesa = 1 ponto para o adversário;
  5. Se a equipe azul acertar uma finalização sem que o goleiro faça uma defesa completa = 3 pontos;
  6. Gol da equipe verde = 5 pontos;
  7. Gol da equipe azul = 30 pontos;
  8. Se a equipe verde recuperar a posse e fizer o gol na mesma jogada em até 10 segundos = 10 pontos 

Veja, abaixo, alguns exemplos:

 Regra 1   

O jogador número 6 da equipe Verde perde a posse de bola no setor A’, para o jogador número 2 da equipe Azul. Na sequência da jogada, o jogador número 8 da equipe verde recupera a posse no mesmo setor em que sua equipe havia perdido e realiza um passe para outro setor, para o jogador número 5. Esta ação vale 1 ponto para a equipe Verde. 

Regra 2

                

O jogador número 2 da equipe Azul recupera a posse de bola ao roubá-la do jogador número 6 da equipe Verde. Na sequência, faz um passe para o goleiro e após 3 segundos da recuperação o jogador número 6 da equipe Azul não ocupa a faixa lateral delimitada. Esta ação vale 1 ponto para a equipe Verde.

Regra 3 

O jogador número 2 da equipe Azul recupera a posse de bola ao roubá-la do jogador número 6 da equipe Verde. Na sequência, faz um passe para o jogador número 8 e recebe um passe deste jogador à frente do meio campo. Esta ação vale 1 ponto para a equipe Azul. 

Regra 4

O jogador número 3 da equipe Verde recupera a posse de bola e faz um passe para o jogador número 2. Este faz um passe vertical para o jogador número 9, porém, o goleiro da equipe Azul recupera a posse para sua equipe. Como a equipe Verde não passou o meio campo com a bola dominada através de passe ou condução, esta ação vale 1 ponto para a equipe Azul. 

Regra 5

A equipe Azul realiza uma finalização em que o goleiro da equipe Verde não consegue fazer uma defesa completa. Esta ação vale 3 pontos para a equipe Azul. 

Regra 8

O jogador número 3 da equipe Verde recupera a posse de bola e faz um passe para o jogador número 2. Este faz um passe vertical para o jogador número 9, que finaliza e marca um gol para sua equipe em menos de 10 segundos após a recuperação. Esta ação vale 10 pontos para a equipe Verde. 

Gostaria de receber em meu e-mail as regras e elementos do jogo que, a princípio, o transforma numa atividade propensa ao aperfeiçoamento da transição ofensiva de ambas as equipes. Justifique sua resposta!

Boas reflexões.

A gestão (tática-técnica-física-mental) do ritmo de jogo

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Para controlar o jogo e o seu ritmo é preciso treiná-los (com jogo e com ritmo)

Para produzir a coluna semanal levo em consideração diversos fatores. As conversas informais que tenho com profissionais do futebol; as trocas de e-mails com os leitores que me instigam, sugerem ou permitem o surgimento de ideias; as leituras, científicas ou não, direta ou indiretamente relacionadas ao futebol e a até o acompanhamento de mesas redondas, entre outros programas televisivos, que discutem a modalidade.

Em relação ao último item, os comentários referentes ao baixo desempenho de jogo apresentado pelas equipes do estado de SP na rodada do final de semana (04 e 05/02) me despertaram para esta publicação. Para muitos, o motivo do baixo desempenho “técnico” deveu-se ao fato do forte calor no momento em que ocorreram as partidas, o que gerou sensível aumento do desgaste “físico”.

Seguramente o forte calor (de fato, muito forte!) influenciou na manutenção da intensidade de jogo apresentada pelas equipes, porém, defini-lo como o único responsável pela diminuição da performance significa reduzir a função tático-estratégica do treinador, que deve considerar a influência de fatores externos, como o clima, ao preparar seus jogadores para o jogo.

Basicamente, existem duas maneiras da equipe “correr menos”, logo, ter um menor desgaste “físico” no jogo.

Para a primeira, defensivamente, a equipe deve baixar o bloco e estar orientada operacionalmente à proteção do alvo. Além de uma boa organização defensiva zonal que neutralize as ações ofensivas do adversário, será necessário um sistema de transição ofensiva vertical em que poucos jogadores se ofereçam à frente da linha da bola. O jogo praticado ofensivamente será sempre em inferioridade numérica e a Lógica do Jogo pode ficar mais distante de ser cumprida. Opção questionável! Especialmente para grandes equipes, ainda mais se sofrerem um gol durante o confronto.

Outra possibilidade de conseguir “correr menos” está relacionada ao descansar com bola, terminologia utilizada por alguns estudiosos do futebol que se refere à posse pela posse.

A posse pela posse, utilizada quando a ação ofensiva aparentemente não está orientada para busca do alvo oponente, pode ser feita em duas situações: quando a equipe está cumprindo a Lógica do Jogo e momentaneamente não precisa fazer gol para vencê-lo, ou então, quando precisa se recuperar devido à fadiga originária por motivos diversos (situações de jogo em que estava perdendo, “correu mais” e virou o placar, menos jogadores devido à expulsão, modelo de jogo que privilegia alta intensidade, o próprio clima, minutos finais do jogo, falhas coletivas que levaram a sucessivas perdas da posse e ineficientes recuperações, etc.).

Para aplicar este mecanismo, a ideia de jogo do treinador não necessariamente deve privilegiar a recuperação imediata da posse, porém, é bom considerar o fato de que para recuperações imediatas e, consequentemente, mais próximas do alvo oponente, mais perto sua equipe estará do cumprimento da lógica do jogo (se o comportamento coletivo assim estiver orientado, é claro).

Já para a organização ofensiva, ampliação do espaço efetivo de jogo, apoios constantes, participação do goleiro neste momento do jogo, coberturas ofensivas, decisão pelo passe à jogada individual, ocupação de espaços vazios e mobilidade serão competências necessárias para se tornar possível descansar com a bola.

Caso uma equipe domine estas competências, terá habilidades suficientes para a aquisição de mais uma: a gestão do ritmo ou rotação de jogo.

Gerir eficazmente o ritmo do jogo significa comandar a velocidade e intensidade do jogo. Para tornar esta ação ofensiva (afinal depende fundamentalmente da posse da bola) um comportamento coletivo, habituar os jogadores aos “comos” e “quandos” de sua utilização são pré-requisitos para se beneficiar do referido mecanismo.

Então, se no Modelo de Jogo da equipe a posse pela posse é um dos princípios que se deseja construir (torná-lo hábito), qual o melhor ambiente/contexto para fazê-lo? Releia o subtítulo da coluna.

Volto a mente para os jogos daquele final de semana e me questiono quanto aos treinamentos realizados na pré-temporada e primeiras semanas do ciclo competitivo por cada uma das equipes. Desconheço as práticas integralmente realizadas na grande maioria dos clubes e me limito às informações publicadas pela mídia em relação à importância do treinamento físico neste período do ano, além das conversas com companheiros de profissão e atletas espalhados pelos clubes de São Paulo.

Afirmo, no entanto, que pelos jogos apresentados a gestão eficaz do ritmo do jogo não foi observada. Caso tivesse sido, aquelas habilidades anteriormente mencionadas estariam evidenciadas. Questione (e justifique) caso discorde!

Por fim, idealizo situações de treino em que a equipe com determinada vantagem no placar tenha objetivos diferentes no jogo (descansar com a bola) daquela que está em desvantagem. Em outras situações, a criação de jogos com regras que aumentem o ritmo (intensidade) do jogo. Um Modelo de Jogo que alterna rotações tem valor agregado para manter a ordem no grande ambiente de desordem que é um jogo de futebol. Baixar o ritmo pode ser um princípio importante para adquirir/manter/conseguir vantagem perante aos adversários. Para fazê-lo (nos “comos” e “quandos”), serão necessários jogadores que dominem tais regras de ação impostas pelas ideias do treinador. Questiono-me se os atletas profissionais, já formados e em maestria esportiva, dominarão tais regras de ação se treinarem em caixas de areia, em volta do campo, em circuitos, com trações, em salas de musculação, ou então, em quaisquer outros treinos que não jogos que tornem propensos os comportamentos desejados. Acho que já conhecem a minha resposta! 

Obs: Não pensem que desconsidero o físico. Desconsidero-o isoladamente! Não deixe de acompanhar as próximas colunas que, em breve, tratarão deste tema!

Princípios de jogo defensivos e os problemas que podem terminar em gols

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Questões táticas defensivas retiradas de algumas equipes da Copa SP 2012

Ao assistir uma partida de futebol por alguns minutos, é possível observar uma repetição de comportamentos nos quatro momentos do jogo que, numa análise mais ou menos complexa, permite identificar quais são as características de cada equipe e o quão elaborado é a manifestação dos seus princípios de jogo.

Aplicar um jogar elaborado no que tange a referência operacional de proteção do alvo, compreende manifestar no nível individual e coletivo alguns elementos que são fundamentais para o sucesso defensivo.

Entre estes elementos, que podem ser facilmente observados em equipes de alto nível do futebol mundial, destacam-se: a ocupação de setores importantes, próximos à zona de risco, entre bola e alvo; a presença de comportamentos táticos coletivos comuns (flutuação, equilíbrio, retardamento, compactação, recomposição, etc.); a redução em espaço e tempo da ação do adversário e a ação individual a partir de todas as referências do jogo (bola, adversários, companheiros e alvo).

Estes elementos, se reproduzidos nas inúmeras situações imprevisíveis que acontecem num jogo de futebol, possibilitam que todos os atletas tenham a mesma resposta (e não a mesma ação) durante os 90 minutos. Uma utopia (e um sonho) para qualquer treinador!

Nos quatro últimos jogos da Copa SP, o Corinthians teve como adversários o Primeira Camisa-SP, América-MG, Atlético-PR e Fluminense-RJ. Algumas imagens de cada uma destas equipes, relacionadas à proteção do alvo, foram editadas para a discussão referente ao tema desta semana.

Como sugestão, aconselho acompanhar cada lance com o seu respectivo comentário para maior compreensão didática do vídeo. 

http://www.youtube.com/watch?v=BFXzSkspzxE&list=UUJKrhbpCS4mwD5J-u6jgp1g&index=1&feature=plcp 

Abaixo, os problemas defensivos que de alguma forma influenciaram o placar final de cada um dos confrontos: 

1-    Jogador como única referência de marcação e setores importantes vulneráveis (00:03 a 00:06);

2-    Volante do1x4x1x4x1 com referência individual de marcação e consequente má ocupação da zona de risco (00:11 a 00:15);

3-     Linha defensiva bem postada, porém, combate à bola da linha de meias em detrimento à proteção da zona de risco e lentidão na recomposição (00:19 a 00:22);

4-    Excessiva lentidão para ação de comportamentos táticos coletivos, referência de marcação individual e setores importantes vulneráveis (00:33 a 00:37);

5-    Ineficiente ação de retardamento, combate à bola em detrimento a proteção do alvo (00:43 a 1:02);

6-    Plataforma de Jogo do América-MG 1x4x2x3x1

7-    Uma das únicas equipes que tentou sair jogando em toda competição. Infelizmente, a Lógica do Jogo não “perdoa” (01:12 a 01:20); (obs: que o treinador assim mantenha suas equipes)

8-    Escanteio a favor do Corinthians. Quatro jogadores na linha da marca penal e ataque à bola após cobrança aberta (1:23 a 1:26);

9-    Comportamento coletivo distinto, perda da linha defensiva e setor importante vulnerável (1:29 a 1:41);

10-  Escanteio a favor do Corinthians. Quatro jogadores na linha da marca penal e um na pequena área. Ataque à bola após cobrança aberta (1:43 a 1:46);

11-  Mau equilíbrio da linha de defensores e meias. Setor importante vulnerável. (1:49 a 1:59);

12-  Linha defensiva com comportamentos coletivos não comuns, setor importante vulnerável, referência individual de marcação (2:04 a 2:14);

13-  Escanteio a favor do Corinthians. Fluminense marca como está indicado no vídeo (2:21 a 2:25);

14-  Escanteio a favor do Corinthians. Fluminense repete a forma de marcação (2:26 a 2:31);

15-  Escanteio a favor do Corinthians. Fluminense repete a forma de marcação (2:32 a 2:36);

16-  Escanteio a favor do Corinthians. Fluminense repete a forma de marcação. Por optar pela marcação individual, o atleta que marca Antônio Carlos não reage à mudança de direção e é ineficaz na marcação (2:42 a 2:51); 

Termino o texto deixando uma pergunta:

Face aos inúmeros recursos ofensivos que o Corinthians demonstrou (bolas paradas, jogadas individuais, movimentações, ataque pelas laterais, pelo corredor central, transição rápida, finalizações de fora da área) e as dificuldades circunstanciais identificadas de cada um dos adversários, o que (e como) treinar para melhorar?

Aguardo sugestões!