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Archive for abril 2012

Banco de Jogos – Jogo 4

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Jogo Conceitual em Ambiente Específico de Transição Defensiva visando à recuperação imediata da posse de bola

A fração de segundo que envolve o comportamento da equipe na transição ataque-defesa é determinante para um bom desempenho de jogo dado os inúmeros gols que acontecem em transição ofensiva. Portanto, ter uma rápida mudança de atitude e assertivas ocupações de espaço tanto individuais como coletivas podem contribuir para a recuperação da posse de bola ou, ao menos, para o atraso da ação ofensiva adversária. No jogo desta semana, cumprir bem as regras do jogo e, dessa forma, se aproximar da vitória, implica ter um bom desempenho após perder a posse de bola.

Jogo Conceitual em Ambiente Específico de Transição Defensiva

– Dimensões do campo oficial.  ~ 100m x 70m;

– Campo dividido em 6 faixas horizontais (16m, 17m, 17m, 17m, 17 e 16m);

– Campo dividido em 4 faixas verticais (~17,5m);

– Formam-se, então, 24 quadrantes como o identificado na figura abaixo;

– Tempo de atividade, incluindo esforço e pausa, a critério da Comissão Técnica, em função dos objetivos desejados.

Plataforma de Jogo Equipe A (preta): 1-4-2-3-1

Plataforma de Jogo Equipe B (azul): 1-3-4-1-2

Regras do Jogo 

  1. Limite de 2 toques por jogador no campo de defesa e livre no campo de ataque;
  2. Perder a  posse de bola no campo de defesa e não recuperá-la em até 5” com o adversário mantendo a posse à frente do meio = 1 ponto para o adversário;
  3. Perder a posse no campo de ataque e durante 8” para cada passe em que houver mudança de quadrante da bola e não houver a pressão de pelo menos 1 jogador no setor em que se originou o passe = 1 ponto para o adversário;
  4. Perder a posse no campo de ataque e recuperá-la em até 5” com dois jogadores no quadrante em que estava a bola = 1 ponto;
  5. Perder a posse no campo de ataque e recuperá-la em até 5” com dois jogadores no      quadrante em que estava a bola e o restante da equipe em, no máximo, 3 faixas verticais e 3 faixas horizontais (com exceção do goleiro) = 2 pontos;
  6. Gol = 10 pontos;
  7. Pontuar na transição defensiva (regras 4 ou 5) + gol em até 10”= 20 pontos. 

Assista aos vídeos com os exemplos de algumas regras:

Regra 2 

http://www.youtube.com/watch?v=dt1LLXayeiw&feature=youtu.be 

A equipe preta perde a posse de bola no campo de defesa e não a recupera em até 5 segundos. Esta ação vale um ponto para a equipe azul. 

Regra 3 

http://www.youtube.com/watch?v=Fl_SoT8tstc&feature=youtu.be 

A equipe azul perde a posse de bola no campo de ataque e durante 8 segundos há três passes realizados sem a pressão de pelo menos um jogador no setor em que estava a bola. Esta ação vale três pontos para a equipe preta.

Regra 5 

http://www.youtube.com/watch?v=flFSn2MVXb8&feature=youtu.be 

A equipe azul perde a posse de bola no campo de ataque e a recupera em até 5 segundos com dois jogadores no quadrante em que estava a bola e o restante da equipe em até 3 faixas verticais e horizontais. Esta ação vale dois pontos para a equipe azul.

Regra 7 

http://www.youtube.com/watch?v=l2K3Ps_7NxA&feature=youtu.be 

Após pontuar com a transição defensiva (vide regra 5), a equipe preta não recupera a posse em até 5” e, além disso, a equipe azul faz o gol em menos de 10”. Esta ação vale vinte e três pontos (2+1+20) para a equipe azul. 

Para a gestão deste jogo aconselha-se, além do árbitro, a utilização de um auxiliar com a responsabilidade da análise, intervenções e contagem de pontos para cada uma das equipes. Para isso, a Comissão Técnica deve ter como pré-requisito a compreensão do jogar que se pretende atingir.

Bons treinos!

 

Um novo horizonte e um ano de Universidade do Futebol

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A participação na (re)construção de um Modelo de Jogo e agradecimentos

Caros leitores,

Solicitei à coordenação da Universidade do Futebol uma semana de pausa nas produções semanais para reorganizar minha vida profissional. Relembrando o colunista Bruno Baquete, em um post no início do ano, só teremos conhecimento do que alcançaremos em nosso caminho a partir das nossas decisões. E a que tive que tomar nestes últimos dias modificou bastante meu cotidiano.

Abdicar de uma vida estável na Área Fitness, que ocupava cerca de 30 horas da minha agenda semanal, além do cargo de treinador da categoria sub-14 em meu antigo clube, no ano do meu casamento, para aceitar a desafiadora oportunidade de trabalhar como assistente técnico num clube que voltará a disputar a categoria profissional após 14 anos, na última divisão do futebol paulista, foi bastante difícil.

Bastante difícil, pois a maior inquietação que vem à mente é a da instabilidade dos profissionais de campo do nosso futebol. Não faltam exemplos, somente no presente ano, de equipes que trocaram de treinador nos campeonatos estaduais por pelo menos três vezes.

E esta inquietação teve, obrigatoriamente, que ser superada, pois acredito que a constante troca das comissões técnicas (mesmo com dados apontando a ineficiência) ainda está longe de ser extinta, salvo raríssimas exceções.

Para tomar a decisão, algumas conversas, muitas reflexões e o foco no que almejo para minha jornada profissional em longo prazo. Diante disso, indicarei o contexto deste novo momento de minha carreira. Escolhi este tema, pois ele norteará algumas das minhas futuras colunas.

O novo clube:

O Novorizontino, clube da cidade de Novo Horizonte, alcançou a elite do futebol paulista e foi finalista da conhecida “final caipira” em 1990. Na ocasião, a equipe comandada por Nelsinho Batista foi derrotada pela equipe do Bragantino, que tinha como treinador Wanderlei Luxemburgo.

A última grande conquista do Tigre foi o título da série C do Campeonato Brasileiro em 1994. Quatro anos depois, o clube encerrou suas atividades até o ano de 2010, quando retornou à disputa do Campeonato Paulista sub-15 e sub-17.

A comissão técnica:

Élio Sizenando é o treinador da equipe. Campeão Paulista sub-20 da segunda divisão em 2010 pelo Paulínia FC e terceiro colocado no Campeonato Paulista da mesma categoria, porém, da primeira divisão, em 2011, são seus principais resultados. Como auxiliar técnico, obteve um acesso à série A-3 do Campeonato Paulista em 2010. Será sua estreia como treinador profissional.

Além do meu cargo, já mencionado no início do texto, a composição da comissão tem Ricardo Guareschi como preparador físico, Jussiê da Silva como preparador de goleiros, Alex Garcia na função de analista de jogo, Cristian Lizana de fisiologista e Walter Zaparolli, que possui muitos acessos em sua carreira, de diretor técnico.

A competição:

A Série B do Campeonato Paulista tem início no dia 06 de maio e será disputada por 42 equipes. As quatro melhores no decorrer de 5 fases, ou 30 jogos, conquistam o acesso à série A-3 de 2013.

O elenco:

São 34 jogadores com somente um atleta acima dos 23 anos de idade. Tal atleta é o atacante Alessandro Cambalhota, que foi revelado pelo clube novorizontino e jogou em grandes times como Porto-POR, Atlético-MG, Cruzeiro-MG e Fluminense-RJ.

Parte do grupo advém de uma parceria com investidores e atuarão por empréstimo, outros são contratações do clube, além dos atletas oriundos das categorias de base.

Apesar de ser um grupo jovem, o elenco conta com atletas experientes nesta divisão e atletas com muitas “horas de voo” nos campeonatos estaduais de categorias de base.

Sem dúvida um time muito competitivo para a disputa desta divisão.

Minhas funções:

Como assistente técnico, no contexto atual do clube, tenho como funções:

  • Auxiliar o treinador na operacionalização de sua ideia de jogo nas sessões de treinamento;
  • Auxiliar o treinador no planejamento semanal, idealizado a partir de uma perspectiva sistêmica;
  • Auxiliar o fisiologista no controle da carga de treinamento;
  • Desenvolver material virtual com o software Tactical Pad que identifique o comportamento pretendido pela Comissão Técnica nos quatro momentos do jogo e que facilite a compreensão dos atletas;
  • Desenvolver e aplicar, juntamente com o preparador físico, atividades preventivas proprioceptivas e de fortalecimento;
  • Auxiliar o preparador físico no desenvolvimento de atividades analíticas com o caráter de reabilitação de      lesões;
  • Capacitar o analista de jogo para observar quantitativamente e qualitativamente nossa própria equipe, além dos      adversários;
  • Cumprimento de outras funções requisitadas pela diretoria ou por algum integrante da comissão técnica.

Esta inesperada mudança profissional coincidentemente ocorreu após completar um ano como colunista da Universidade do Futebol, que é um marco que não posso deixar de mencionar.

Desde que recebi o convite de Rodrigo Leitão, sabia da responsabilidade que seria substituir um dos maiores estudiosos da modalidade no país. Desde então, com os conhecimentos que tenho e também os que busco para meu aperfeiçoamento profissional, tento manter a qualidade da coluna e contribuir na capacitação de profissionais da comunidade do futebol.

Obrigado Gheorge, Medina, Camarão e Tega pela oportunidade, pelas inúmeras discussões e trocas de e-mails que contribuem dia após dia para meu crescimento pessoal e profissional. Não tenho dúvida de que as magníficas ideias da Universidade se disseminarão no país do futebol.

Enfim, se você chegou até aqui, espero que não lamente por não ter aprendido nada sobre tática. Nesta coluna, resolvi abrir minha vida profissional, meus anseios, meus objetivos e minha nova e desafiadora jornada. Pode ser inspiradora ou ao menos provocar uma pequena reflexão em quem pretende seguir carreira como gestor de campo.

Para mim, estou certo, que será (e está sendo) uma grande oportunidade para aliar teoria e prática e, acima de tudo, aprender. Afinal, estamos aqui para isso…

Rumo à série A-3 em 2013!

http://www.youtube.com/watch?v=67PsCejBwP0

Por que nós paramos na primeira página?

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A superficialidade e o descaso com as competências profissionais do jogador e as inevitáveis consequências em nosso futebol

A intenção era muito positiva e, segundo estudiosos do comportamento humano, qualquer ação sempre terá uma intenção com esta característica. No entanto, os efeitos da investida do gerente de futebol do Flamengo, Manoel Jairo Santos, com a carta de orientação de conduta para os jogadores da equipe rubro-negra, não foram tão positivos como poderiam.

A solicitação por escrito de repouso, descanso e força de vontade para cumprir as tarefas propostas pela comissão técnica foi motivo de chacota entre os próprios jogadores e por grande parcela da mídia. A carta foi ignorada inclusive pelo treinador Joel Santana.

Na grande maioria dos veículos de informação, a discussão resumiu-se à banalização do ocorrido e ao caminho escolhido pelo gerente flamenguista, classificado como equivocado, para conseguir acessar os jogadores. Então, o resultado final do fato na perspectiva dos atletas foram alguns aviões de papel feitos com a carta e um comentário em comparação ao Barcelona, que não precisa de nada semelhante para ser o melhor time do mundo (mas também quase não tem jogadores brasileiros).

Será que algum jogador do Flamengo levou a sério as recomendações contidas na carta?

Será que no ano de 2012 o Flamengo figurará menos nas páginas policiais (lembram?) e sociais e surgirá nas páginas esportivas como campeão?

Será que haverá outras tentativas de conscientização profissional, realizadas pelos dirigentes, que se tornarão públicas?

Será que o Flamengo revelará dois ou três craques para o futebol nacional e, posteriormente, mundial?

Teremos estas respostas ao longo do ano!

Enquanto isso, para quem não trabalha no Flamengo e precisa lidar com problemas equivalentes (guardando às devidas proporções) em seu grupo de trabalho, ofereça um ambiente de discussões que levem à consciência profissional.

Há alguns meses, o executivo da Universidade do Futebol, Eduardo Tega, afirmou em seu blog que o diferencial das equipes que investem em formação deve ser a capacitação dos seus atletas. Na publicação, levou o leitor a compreensão de que o maior nível de conhecimento e consciência dos jogadores permitirão questionamentos e reflexões constantes dos métodos de trabalho aplicados por quaisquer que sejam seus treinadores.

E num cenário que esteja estabelecido um real ambiente de aprendizagem, o conhecimento e consciência adquiridos instigarão questionamentos e reflexões inclusive para assuntos extracampo, locais em que os atletas passam a maior parte de suas vidas.

Se bem orientados, os milhares de atletas, alojados ou não, que temos espalhados pelo país podem utilizar melhor seu tempo livre; com domínio do conhecimento do seu corpo, os jovens atletas têm condições de identificar um determinado tipo de lesão que sofreram e quais devem ser os procedimentos para a reabilitação; ciente de algumas questões nutricionais, os atletas podem diferenciar o porquê tomam Whey protein, creatina ou BCAA; podem também aprender sobre implicações legais de ter um filho e seu dever em assumi-lo, bem como os efeitos do excesso de álcool no organismo.

Estas propostas de capacitações são apenas alguns exemplos de um leque infinito de possibilidades que pode conter como temas: carreira, idiomas, informática, drogas, empresários, contrato profissional, livros, história do clube, adaptação em diferentes ambientes, sexo, fama, biografias, assédio, media training, entre outros.

É sabido que a grande maioria dos clubes brasileiros não tem condições de oferecer este tipo de capacitação, porém, entre ser omisso e não fazer absolutamente nada ou tentar por em prática o melhor possível diante das circunstâncias, existe uma diferença considerável.

Que iniciemos ou aperfeiçoemos os procedimentos de capacitação o quanto antes, pois, na atualidade, a cadeia produtiva do jogador de futebol brasileiro está proporcionando um produto final de qualidade questionável. A demanda existe, porém, é uma pena não conseguirmos atendê-la.

Que nos próximos fatos semelhantes ao do ocorrido na equipe carioca, tenhamos (todos os profissionais direta ou indiretamente relacionados ao futebol) capacidade de aprofundarmos a discussão, sairmos da primeira página e irmos além dos comentários e posicionamentos superficiais. Temos condições de sermos críticos quanto aos problemas e esmiuçá-los apresentando respostas.

Infelizmente, para nossa tristeza, dedicamos pouco tempo para questões que realmente importam e muito tempo para acontecimentos como o do vídeo “para nossa alegria”.

Felizmente, já existem clubes como o Audax-SP, que tem procurado capacitar seus atletas das mais diferentes formas e já estão bem longe da primeira página. Dar para cada jogador do clube um exemplar de um livro recém-publicado sobre a trajetória futebolística e realidade do futebol brasileiro escritas por um grande jogador, é um excelente exemplo.

Enfim, inevitavelmente, para que os clubes brasileiros consigam ter as exigências competitivas do futebol moderno atendidas e suportem uma alta intensidade de jogo durante os 90 minutos, o nível de capacitação dos jogadores deverá ser o de excelência. Se existe uma solução para isto: A Faculdade do Atleta! Utópica por enquanto, mas necessária se quisermos voltar a ditar o ritmo do futebol mundial. Para isso, temos que avançar as páginas…

Obs: O Flamengo não suportou o final do jogo e sofreu a derrota para o Emelec-QUE. Mera coincidência ou faltou aquilo que o Jairo cobrou?

Por motivos profissionais, retorno à coluna no dia 21/04/2012.

Será que tinha alguma placa na área penal?

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Jogos das oitavas de final da Champions 2011/2012 dizem como Olympique-FRA pensa o jogo em seu momento ofensivo

Duras críticas têm sido feitas ao futebol brasileiro nos últimos tempos. Como afirmou o zagueiro corintiano Paulo André, estamos numa encruzilhada, tentando observar as engrenagens dos motores holandeses, espanhóis, portugueses e alemães. As críticas são feitas, pois sabemos o enorme potencial que temos, porém, que é subaproveitado por inúmeros fatores culturais, administrativos e técnicos.

Diante disto, a busca por um bom futebol passa necessariamente pelo acompanhamento de jogos do continente europeu, mais especificamente do melhor campeonato de clubes do mundo. E numa semana de clássico pela UEFA Champions League 2011/2012 entre Milan e Barcelona, acompanhar as prévias para este jogo seria a atitude mais racional.

No entanto, como estas equipes são mais comumente analisadas pelos resultados conquistados e, por isso, estão em maior evidência, o meu olhar se volta ao Olympique-FRA que, juntamente ao Apoel-CHI, é a surpresa das quartas de final da competição.

Para isso, a observação dos jogos da equipe francesa contra a Inter-ITA, válidos pelas oitavas de final, foi feita para compreender alguns princípios de jogo ofensivos e estimar o desempenho dos comandados por Didier Deschamps na sequência da competição. É importante mencionar que a coluna foi iniciada antes do confronto contra o Bayern-ALE, porém, encerrada após o conhecimento (sem acesso às imagens) da derrota por 2 a 0.

O Olympique-FRA está estruturado na plataforma 1-4-2-3-1, como pode ser observado na figura abaixo:

O elenco que participou da primeira partida, vencida pelos franceses por 1 a 0 foi:

Mandanda; Azpilicueta, Diawara, N’Koulou e Morel; Diarra e Cheyrou; Amalfitano, Valbuena e Ayew; Brandão

No jogo de volta, em que os italianos venceram por 2 a 1, Cheyrou e Brandão deram lugar a Mbia e Remy, respectivamente.

O início da construção ofensiva do Olympique-FRA impressiona: amplia muito bem o espaço efetivo de jogo, tem boa circulação e chega com a bola dominada com progressão em velocidade no último quarto do campo. E é nesta parte do terreno, onde deveria impor comportamentos de jogo que são tendências nas equipes de alto nível do futebol mundial, que a equipe de Marselha simplifica (e banaliza) seu bom futebol.

As características dos jogadores permitiriam uma sequência de combinações ofensivas bem diferentes das que foram predominantemente observadas durante os jogos analisados.

Azpilicueta poderia manter a circulação da posse com os volantes e com Valbuena; Morel poderia aproveitar suas movimentações em diagonal e se aproximar dos setores de finalização, Valbuena poderia potencializar seus recursos técnicos no corredor central com tabelas, dribles e assistências em penetrações de Amalfitano, Ayew ou Remy. Com os apoios constantes dos laterais, as movimentações dos meias abertos poderiam ser mais efetivas se gerassem superioridade numérica em setores mais perigosos ao adversário. Ainda é possível mencionar a possibilidade de maior participação dos volantes neste momento (e terreno) do jogo, o recuo entre linhas de Brandão para dificultar a marcação adversária e um maior aproveitamento de Remy, que sai bem da área, porém, não é acionado.

O que se viu nos dois jogos nos últimos 25 metros do campo se resume nos vídeos abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=0LF07szcUjM

http://www.youtube.com/watch?v=6CwXhr_0jVg

http://www.youtube.com/watch?v=L-mVTdsf3Xg

http://www.youtube.com/watch?v=Fl5m2dgqXNY

http://www.youtube.com/watch?v=fgSu3RYuP1M

http://www.youtube.com/watch?v=rqGGs-QuTE4

http://www.youtube.com/watch?v=KbDrkM5938s

http://www.youtube.com/watch?v=wktusvN3gMc

Apesar de apresentarem bons princípios de jogo para os demais momentos e até para boa parte da organização ofensiva, a maneira que o Olympique-FRA busca cumprir a Lógica do Jogo não condiz com o bom e belo futebol.

Como o jogo é imprevisível, pode ser que um chutão despretensioso termine em gol, como o que Brandão fez e classificou a equipe francesa para as quartas de final.

Para terminar, menciono o comentário de Vítor Frade em uma de suas aulas (daquelas que tenho gravadas) que ouço com regularidade.

Ele afirma que em alguns jogos de futebol parece que colocaram a seguinte placa na área penal:

É proibido tocar a bola no chão. 

Será que Deschamps a colocou e eu não a vi? Como vemos, não são só as equipes brasileiras que precisam rever alguns conceitos.