tecnicoeduardobarros

Temas atuais relacionados ao Futebol

Archive for the ‘Eduardo Barros’ Category

Publicações 2015

with one comment

Caros leitores,

Já faz mais de um ano que não atualizo o blog. Nem por isso deixei de fazer publicações diversas relacionadas ao futebol. Nos últimos tempos as mudanças profissionais foram significativas e constantes, o que impossibilitou uma maior atenção ao blog.

No segundo semestre de 2014 participei de um processo seletivo no Clube Atlético Paranaense. Com a aprovação, desliguei-me do Grêmio Novorizontino e iniciei um trabalho que durou exatos 6 meses. No clube, exerci as funções de Técnico da Categoria sub 13, Auxiliar Técnico da Categoria sub 17 e Coach Individual de todas as categorias do clube. Exerci também a função de Construtor Metodológico, transformando o Modelo de Jogo do clube em um material didático.

Há cerca de 20 dias recebi uma proposta do Coritiba Foot Ball Club. Com grande satisfação aceitei a proposta e iniciei o trabalho neste projeto, que será repleto de desafios e oportunidades.

As publicações de 2015 seguirão quinzenalmente no portal Universidade do Futebol (www.universidadedofutebol.com.br). Projeto que a cada dia ganha mais espaço e representatividade no cenário futebolístico nacional e, porque não, internacional.

Abraços e boa temporada a todos!

UdoFLogo_Coritiba

Written by Eduardo Barros

1 de fevereiro de 2015 at 14:27

Uma pausa nas questões táticas

leave a comment »

Tempo de reflexões esta semana deve ser outro

Assuntos táticos não faltam para serem discutidos, especialmente neste período de Copa das Confederações. Porém, ter um espaço semanal para publicações num portal que tem um olhar transdisciplinar para o futebol e fechar os olhos para as manifestações da população brasileira que ocorreram nos últimos dias não me pareceu coerente.

É difícil falar de seleção brasileira, Neymar, Paulinho, Posse de Bola, Espanha, Momentos do Jogo, Itália, Modelo de Jogo, Periodização ou quaisquer outros temas num momento em que o povo vai à rua e expressa (nem sempre da melhor forma) tamanha indignação.

Como escrever sobre estes atos não compreendem a minha especialidade profissional, procurei em diversos posts, vídeos e reportagens uma visão que representasse parte da minha opinião.

E foi de um e-mail encaminhado pela minha esposa e escrito pela psicóloga Patrícia Gebrim que encontrei alguns parágrafos de imenso significado.

A Avenida Paulista virou um espelho

“Tenho acompanhado, com o coração apertado, as manifestações que vem acontecendo no Brasil. Moradora de São Paulo, não há como não sentir esse nó na garganta ao ver as imagens da Avenida Paulista tomada por fumaça e toda aquela agressividade. Ao mesmo tempo, a sensação incômoda de me sentir manipulada por informações desencontradas, e como muitos brasileiros, de achar muito difícil saber no que acreditar.
Assim, registro internamente tudo o que li, vi e ouvi na última semana, fecho os olhos e busco informações dentro de mim. Penso que é lá, dentro de nós, que encontraremos sempre a opinião mais sábia e sensata, e peço ajuda para ser capaz de escrever algo que faça algum sentido, algo que possa, de alguma maneira, aliviar essa sensação de impotência que anda tão presente em meu íntimo e servir de alguma ajuda neste momento.
Tenho vivido em um país onde os abusos tornaram-se o “pão nosso de cada dia”. Corrupção, péssima educação para nossas crianças, sistema de saúde ineficaz. Respeito e ética tornaram-se palavras que devem morar em algum museu. Os tais vinte centavos são um símbolo. Não estamos aguentando mais. Algo precisa mudar. E após tanto tempo calado, impulsionado por uma energia que vem se espalhando por todo o planeta, amparado pela comunicação facilitada pelas redes sociais, o povo resolveu falar, recuperar sua voz. Nada mais legítimo.
No entanto, quando ocorre um fenômeno de massa como o que está acontecendo, é muito fácil perdermos, na coletividade, aquela fagulha divina que validava o movimento dentro de cada um de nós. Corremos o risco de ter a alma engolida pelo animal que mora em nós, e quando isso acontece, a legitimidade de nossos atos desaparece.
Se, enquanto humanidade, já tivéssemos atingido um nível superior de consciência, os manifestantes iriam pacificamente às ruas, os policiais cuidariam para que a manifestação ocorresse de forma protegida e todos sairiam ganhando. No entanto, enquanto seres humanos, “não importa de que lado estejamos”, somos ainda muito falhos. Levamos ainda, em nosso íntimo, uma imensa sombra. Carregamos medos, raiva, ressentimentos, inveja, ódio. E de repente, no meio da multidão, nossa luz se esvai e essa parte mais densa se sobressai. Talvez isso não aconteça com todos, mas basta uma pequena fagulha para que um fogo se faça. Aqui e ali, de um lado ou de outro, nos tornamos animais, os animais que somos também. O animal que ainda não curamos.
Se existem atos de destrutividade por um lado, e resposta truculenta por outro _ e estou certa de que ambos existem _ isso está refletindo o conflito e a agressividade que ainda existe dentro de cada um de nós.
Deixo as considerações políticas aos políticos. As considerações sociais aos sociólogos. Cabe a mim, como ser humano, dizer que precisamos nos tornar maiores do que o animal que mora em nós.
Seja você um estudante cheio de paixão que caminha pelas ruas clamando por mais justiça social, seja você um policial que deixa um filho dormindo no berço para ir às ruas fazer o seu trabalho, vestindo sua farda com a intenção de preservar a ordem; não perca a sua essência, não perca a sua luz, não se perca na histeria das massas, não seja engolido por essa onda rubra que ensombrece nossa alma e amortece nossos corações.
Todos podemos perder nossa essência, e quando nos perdemos do que de belo existe em nós, todos perdem, e as cenas tristes dos últimos dias se repetem.
Assim, não estou aqui para julgar ninguém. Não estou aqui para dizer quem está certo ou errado, para nomear vítimas ou carrascos. Minha intenção é lembrar a todos do perigo intrínseco às generalizações.
Não se trata de “vândalos” versus “policiais truculentos”.
São pessoas. Seres humanos. De ambos os lados, muitas delas bem intencionadas. E muitas delas também tomadas por um lado animalesco, cheio de inconsciência e separatividade, que simplesmente destrói. E se existe algo que possa ser chamado de mal, esse mal estará incentivando a agressividade desmedida, o ódio generalizado por quem quer que more do outro lado da linha que traçamos.
Tudo é uma ilusão. Não há linhas. Somos todos irmãos.
Apenas peço, do fundo da minha alma, seja você quem for, que busque em si mesmo aquele lugar de sabedoria que lhe dirá que a pessoa que está lá, do outro lado, não é o inimigo.
O inimigo real só pode ser vencido dentro de cada um de nós.
Só teremos paz quando, cada um de nós, criarmos paz em nosso íntimo. Enquanto isso não acontecer, continuaremos a ver na tela da televisão o triste retrato de nossa própria distorção.
A Avenida Paulista é um espelho do que acontece dentro de cada um de nós.”
 

Agradeço a sua compreensão, leitor, por dedicar alguns minutos do seu dia para uma reflexão que não é (será?) relativa ao futebol. Na próxima semana retorno com publicação sobre a Copa das Confederações.

 

Written by Eduardo Barros

15 de setembro de 2013 at 15:56

Outro novo horizonte e dois anos de Universidade do Futebol

leave a comment »

Novo ciclo profissional coincide novamente com o aniversário de publicações

Foto site NovA incerteza é uma constante em nossas vidas! Por mais que nos esforcemos em planejar para que tudo ocorra de uma forma organizada, a imprevisibilidade dita o ritmo dos nossos passos, dos nossos dias, do nosso futuro.

Nos últimos meses, planejei mentalmente distintos projetos profissionais e pessoais, visualizei os desdobramentos possíveis em cada cenário e aguardei os acontecimentos da vida real que, de certa forma, independem dos meus desejos, objetivos e metas.

Vislumbrava o comando da equipe juniores do clube que trabalho, na Copa São Paulo (disputada em Janeiro), porém, a oportunidade não aconteceu. Sonhava com o segundo acesso consecutivo, desta vez para a série A-2 do campeonato paulista profissional, no entanto, pela classificação atual (existem possibilidades matemáticas remotas de classificação ou descenso) o Novorizontino provavelmente permanecerá na mesma divisão em 2014.

Planejava-me para acompanhar o Footecon 2012 como espectador e recebi um convite inesperado para palestrar sobre um tema que tenho estudado. Foi um privilégio compor o grupo de palestrantes do fórum.

Existem muitos outros exemplos, como a dúvida da permanência no clube após a sequência de maus resultados no início da competição, que culminou na troca do comando técnico. Ou então, as reflexões sobre declarar (ou não) o interesse em participar de um processo seletivo, para uma vaga na área técnica nas categorias de base, de um grande clube do país. Em todos os exemplos, a mesma pergunta: como será o meu futuro após a escolha? È claro que não tenho a resposta!

Paralelamente aos meus sonhos, pensamentos e reflexões, surge mais um acontecimento da vida real: o convite para assumir a equipe sub-20 do Novorizontino no Campeonato Paulista da categoria. Uma proposta que esteve em meu plano mental meses atrás, não se concretizou e que algum tempo depois é oficializada e, como esperado, aceita.

É uma grande oportunidade de por em prática as minhas ideias de jogo, de comandar os treinos, as intervenções, de gerenciar conflitos, de ganhar “horas de voo” na área tracejada (vaga muito difícil para quem teve pouca experiência como atleta profissional), de refletir o porquê das vitórias e aprender com as derrotas.

Esta oportunidade reflete diretamente em minhas publicações no portal, que esta semana completam dois anos. A responsabilidade e o “peso” de escrever, agora na condição de treinador, serão aumentados. Expressões como “escrever é fácil, quero ver colocar em prática” já são esperadas num ambiente em que a sobrevivência depende diretamente das vitórias. E são elas que pretendo atrair.

O desafio está lançado e será cumprido, assim como qualquer outra função que eu desempenhe ao longo de minha carreira, com ética, profissionalismo e compromisso pedagógico de ensinar mais que futebol.

Agradeço a todos da Universidade por proporcionar um espaço em que por dois anos tenho tentado escrever além da tática. Agradeço também aos leitores, dos mais diferentes perfis, daqueles que leem e criticam silenciosamente aos que mantém contato e criam um ambiente de discussão e aprendizagem via e-mail. São vocês que dão sentido as minhas contribuições ao universo do futebol.

Abraços e até a próxima semana!

 

Written by Eduardo Barros

9 de abril de 2013 at 7:43

O peso das derrotas

leave a comment »

Algumas reflexões a partir de um difícil momento profissional

Caros leitores,

DerrotaTrabalhar no futebol é conviver diariamente com a instabilidade profissional. Seja por questões políticas, administrativas ou técnicas, motivos (???) não faltam para que ocorram trocas constantes nas milhares de comissões técnicas espalhadas pelo país. Como sabemos, um motivo em particular potencializa tal instabilidade: as derrotas.

E é sobre elas que discorrerei esta semana.

Sentar, refletir e escrever quando os resultados são favoráveis é muito mais simples. As ideias surgem com fluidez, os argumentos não faltam e as vitórias (para muitos, somente elas) respaldam cada parágrafo que vai sendo produzido.

Se na última temporada a equipe em que trabalho foi derrotada somente por três vezes em vinte e oito jogos, no cenário atual, após quatro partidas, os três resultados negativos consecutivos (3×0; 3×4 e 3×2) já se equivalem aos reveses de 2012.

Tais resultados negativos causaram reações diversas em todos (imprensa, diretoria, atletas, comissão técnica, torcida). Da insegurança dos jogadores à revolta da imprensa que já questionou a permanência do treinador, o momento pede que a derrota seja bem gerida. Para uma boa gestão do fracasso temporário, analisar TODO o ambiente e tentar ser preciso nos procedimentos até o jogo seguinte é fundamental.

Durante a análise do ambiente, muitas reflexões vêm à mente sobre o que fazer diante das derrotas. Eis algumas delas:

Será momento de mudar a maneira que o trabalho é conduzido? Será momento de achar culpados e transferir as responsabilidades do resultado negativo? Será momento de rebater as críticas que temos recebido? O momento pede (tentativas de) substituições significativas no Modelo de Jogo? O momento pede mudanças de jogadores? O momento pede cobranças excessivas aos jogadores? O momento pede contratações?

Além destas, inúmeras outras perguntas certamente renderiam horas e horas de discussão. Como no futebol não há muito tempo para conversa, após um bom diálogo com o treinador, iniciamos os trabalhos da semana cientes de nossas funções na tentativa de revertermos o quadro atual.

É uma semana de pressão, que deve ser amenizada pela comissão para que os jogadores não transportem esta carga para o jogo de domingo. É uma semana de muito trabalho, nem mais, nem menos que nas semanas anteriores, “apenas” muito trabalho. Semana de um maior número de intervenções, de reforços positivos, de feedbacks.

Semana em que a crise não pode ser instalada, a cobrança deve incentivar a melhora e que a vontade de vencer potencializada no ambiente de treino não se confunda com desespero ou desorganização.

É também uma semana de ouvir os jogadores, escutar o que estão pensando, como estão se sentindo e como estão lidando com a adversidade. Ouvir sugestões de melhorias para o desenvolvimento do trabalho pode deixá-los confortáveis para desempenharem o seu melhor.

Você que trabalha com futebol profissional provavelmente já deve ter passado por situações, sentimentos e sensações semelhantes. Como você se comportou? Para você que almeja trabalhar, prepare-se, pois lidar com as derrotas, mais cedo ou mais tarde, será inevitável.

A partir do dia 17/02 todos saberão se os primeiros passos para a reabilitação foram dados. Se sim, estejam certos que um grande peso (o das derrotas) terá saído das costas de todos. Se não, vamos erguer a cabeça e continuar buscando soluções cientes de que fizemos o melhor que poderíamos.

Encerro afirmando que o que escrevi referente à maneira de enfrentar/interpretar as derrotas advém de opiniões formadas por experiências profissionais e pessoais diversas. Leituras, relacionamentos, acertos, erros, práticas, vivências, estudos, formam a totalidade que é a minha existência, expressa, neste caso, na minha atuação profissional.

Que as minhas opiniões não sejam consideradas uma verdade absoluta e que as derrotas nos sirvam, no mínimo, de aprendizado.

Até a próxima semana!

Written by Eduardo Barros

18 de fevereiro de 2013 at 13:17

Elementos táticos do acesso

with 4 comments

Evolução dos comportamentos de jogo do Novorizontino na campanha do Paulista 2012

Este espaço já foi utilizado em diversas ocasiões para a análise do desempenho de algumas equipes do futebol brasileiro e mundial. Encerrada a participação do Grêmio Novorizontino no Paulista da 2ª divisão (quarta ao considerar as séries A1, A2 e A3), é momento desta equipe ser analisada, tanto em pontos fortes como em pontos fracos, nos comportamentos de jogo evidenciados ao longo da competição.

Apesar de não ter ido à final, o Novorizontino obteve a 2ª melhor campanha de toda a competição nos 28 jogos que disputou, somando 59 pontos em 17 vitórias, 8 empates e  3 derrotas. Com 70,2% de aproveitamento, ficou atrás somente do Votuporanguense que com 66 pontos e 78,5% de aproveitamento é o time finalista ao lado do São Vicente.

A equipe comandada pelo técnico Élio Sizenando marcou 44 gols e sofreu 17.

Abaixo, detalhes táticos circunstanciais aparentemente menos palpáveis, mas não menos importantes, da campanha que levou o Novorizontino à série A3 do Campeonato Paulista em 2013. As oito primeiras fotos correspondem aos problemas coletivos que precisavam de correção e as demais, aos comportamentos esperados pela Comissão Técnica para que as ideias de jogo do treinador se impusessem perante os adversários.

Foto 1 – Volantes ocupando o mesmo espaço e cobertura ofensiva inexistente.

Foto 2 – Lentidão para subir o bloco com a equipe em posse no campo de ataque.

Foto 3 – Zagueiros recuados. Pouca amplitude e profundidade, reduzindo o espaço efetivo de jogo.

Foto 4 – Organização defensiva zonal sem pressão setorial onde se encontra a bola.

Foto 5 – Chegada ao alvo adversário com número insuficiente de jogadores.

Foto 6 – Balanço defensivo organizado, mas equipe sem amplitude do lado oposto à bola.

Foto 7 – Jogador nº9 se centra excessivamente na bola, o que dá pouca profundidade à equipe.

Foto 8 – Estruturação de espaço ruim dos zagueiros e volantes, o que dificulta a posse contra equipes de postura muito defensiva.

Foto 9 – Organização Defensiva zonal em escanteios adversários fechados.

Foto 10 – Organização Defensiva zonal em escanteios adversários abertos.

Foto 11 – Organização Defensiva zonal com pressão na região em que se encontra a bola.

Foto 12 – Aproximação entre linhas da equipe quando sem bola e posicionamento adiantado do goleiro para coberturas defensivas.

Foto 13 – Pouco espaço no interior da equipe com redução de espaço e tempo para ação do adversário, além de marcação dos setores/jogadores perigosos entre bola e alvo.

Foto 14 – Elementos fundamentais para o sucesso defensivo:

1º Equilíbrio defensivo do meia aberto do 1-4-4-1-1 sem bola;

2º Fechar linhas de passe para dentro e pressionar em espaço e tempo o adversário com bola;

3º Fechar linhas de passe para trás e pressionar em espaço e tempo o adversário com bola;

Foto 15 – Buscar superioridade numérica e forçar o adversário “pensar” para trás.

Foto 16 – Eficaz proteção da zona de risco para uma das ações adversárias mais utilizadas: cruzamento.

Foto 17 – Retardamento da ação adversária para permitir a recomposição da linha de jogadores do meio campo e defesa.

Foto 18 – Após recuperação da posse, meias abertos viram atacantes em 1-4-3-3 e ocupam espaços deixados pelos adversários que não subiam o bloco.

Foto 19 – Chegada ao alvo adversário com número suficiente de jogadores mesmo em transição ofensiva.

Foto 20 – Organização ofensiva em 1-4-3-3, com ampliação do espaço efetivo de jogo.

Foto 21 – Ter sempre linhas de passe abertas com a equipe em posse no campo de ataque.

Foto 22 – Aproveitar espaços no interior das equipes que se organizavam defensivamente em “reação” e, predominantemente, marcavam de forma individual.

Foto 23 – Chegada à zona de risco pelos volantes, sobretudo nas equipes excessivamente recuadas.

Foto 24 – Atacantes abertos se movimentam no corredor central para atraírem a marcação individual e gerarem espaços livres nos setores opostos à bola.

Foto 25 – Chegada ao alvo adversário com número suficiente de jogadores com posse em progressão.

Foto 26 – Bloco Ofensivo, amplitude, profundidade, linhas de passe abertas e a posse de bola. Comportamentos de jogo ofensivos que originaram 22 gols (50%) da equipe.

Foto 27 – Tentativa de recuperação imediata após a perda.

A Comissão Técnica espera que a evolução da equipe seja uma constante, uma vez que o nível da competição no ano seguinte será superior. Desta competição, as lições práticas que ficam não fogem das correntes teóricas amplamente discutidas pelos estudiosos do futebol.

Abaixo, um vídeo com parte da campanha do Novorizontino numa palestra feita no jogo mais importante do ano, contra a equipe do Fernandópolis, pela penúltima rodada da quarta fase.

http://www.youtube.com/watch?v=9V3B_UMegOQ

Quem tiver dúvidas ou quiser saber mais informações da campanha, do Modelo de Jogo, do dia-a-dia dos treinamentos, da análise dos adversários e equipe com o software TacticalPad ou até do modelo de periodização utilizado, escreva-me.

Abraços e até a próxima semana.

Novorizontino – Campanha do Acesso – Campeonato Paulista 2ª Divisão 2012

leave a comment »

Segue, abaixo, link com parte da campanha da equipe profissional do Grêmio Novorizontino, comandada pelo técnico Élio Sizenando, em 2012.

http://www.youtube.com/watch?v=9V3B_UMegOQ

Na próxima semana, os elementos táticos do acesso.

 

Written by Eduardo Barros

6 de outubro de 2012 at 10:34

Um novo horizonte e um ano de Universidade do Futebol

leave a comment »

A participação na (re)construção de um Modelo de Jogo e agradecimentos

Caros leitores,

Solicitei à coordenação da Universidade do Futebol uma semana de pausa nas produções semanais para reorganizar minha vida profissional. Relembrando o colunista Bruno Baquete, em um post no início do ano, só teremos conhecimento do que alcançaremos em nosso caminho a partir das nossas decisões. E a que tive que tomar nestes últimos dias modificou bastante meu cotidiano.

Abdicar de uma vida estável na Área Fitness, que ocupava cerca de 30 horas da minha agenda semanal, além do cargo de treinador da categoria sub-14 em meu antigo clube, no ano do meu casamento, para aceitar a desafiadora oportunidade de trabalhar como assistente técnico num clube que voltará a disputar a categoria profissional após 14 anos, na última divisão do futebol paulista, foi bastante difícil.

Bastante difícil, pois a maior inquietação que vem à mente é a da instabilidade dos profissionais de campo do nosso futebol. Não faltam exemplos, somente no presente ano, de equipes que trocaram de treinador nos campeonatos estaduais por pelo menos três vezes.

E esta inquietação teve, obrigatoriamente, que ser superada, pois acredito que a constante troca das comissões técnicas (mesmo com dados apontando a ineficiência) ainda está longe de ser extinta, salvo raríssimas exceções.

Para tomar a decisão, algumas conversas, muitas reflexões e o foco no que almejo para minha jornada profissional em longo prazo. Diante disso, indicarei o contexto deste novo momento de minha carreira. Escolhi este tema, pois ele norteará algumas das minhas futuras colunas.

O novo clube:

O Novorizontino, clube da cidade de Novo Horizonte, alcançou a elite do futebol paulista e foi finalista da conhecida “final caipira” em 1990. Na ocasião, a equipe comandada por Nelsinho Batista foi derrotada pela equipe do Bragantino, que tinha como treinador Wanderlei Luxemburgo.

A última grande conquista do Tigre foi o título da série C do Campeonato Brasileiro em 1994. Quatro anos depois, o clube encerrou suas atividades até o ano de 2010, quando retornou à disputa do Campeonato Paulista sub-15 e sub-17.

A comissão técnica:

Élio Sizenando é o treinador da equipe. Campeão Paulista sub-20 da segunda divisão em 2010 pelo Paulínia FC e terceiro colocado no Campeonato Paulista da mesma categoria, porém, da primeira divisão, em 2011, são seus principais resultados. Como auxiliar técnico, obteve um acesso à série A-3 do Campeonato Paulista em 2010. Será sua estreia como treinador profissional.

Além do meu cargo, já mencionado no início do texto, a composição da comissão tem Ricardo Guareschi como preparador físico, Jussiê da Silva como preparador de goleiros, Alex Garcia na função de analista de jogo, Cristian Lizana de fisiologista e Walter Zaparolli, que possui muitos acessos em sua carreira, de diretor técnico.

A competição:

A Série B do Campeonato Paulista tem início no dia 06 de maio e será disputada por 42 equipes. As quatro melhores no decorrer de 5 fases, ou 30 jogos, conquistam o acesso à série A-3 de 2013.

O elenco:

São 34 jogadores com somente um atleta acima dos 23 anos de idade. Tal atleta é o atacante Alessandro Cambalhota, que foi revelado pelo clube novorizontino e jogou em grandes times como Porto-POR, Atlético-MG, Cruzeiro-MG e Fluminense-RJ.

Parte do grupo advém de uma parceria com investidores e atuarão por empréstimo, outros são contratações do clube, além dos atletas oriundos das categorias de base.

Apesar de ser um grupo jovem, o elenco conta com atletas experientes nesta divisão e atletas com muitas “horas de voo” nos campeonatos estaduais de categorias de base.

Sem dúvida um time muito competitivo para a disputa desta divisão.

Minhas funções:

Como assistente técnico, no contexto atual do clube, tenho como funções:

  • Auxiliar o treinador na operacionalização de sua ideia de jogo nas sessões de treinamento;
  • Auxiliar o treinador no planejamento semanal, idealizado a partir de uma perspectiva sistêmica;
  • Auxiliar o fisiologista no controle da carga de treinamento;
  • Desenvolver material virtual com o software Tactical Pad que identifique o comportamento pretendido pela Comissão Técnica nos quatro momentos do jogo e que facilite a compreensão dos atletas;
  • Desenvolver e aplicar, juntamente com o preparador físico, atividades preventivas proprioceptivas e de fortalecimento;
  • Auxiliar o preparador físico no desenvolvimento de atividades analíticas com o caráter de reabilitação de      lesões;
  • Capacitar o analista de jogo para observar quantitativamente e qualitativamente nossa própria equipe, além dos      adversários;
  • Cumprimento de outras funções requisitadas pela diretoria ou por algum integrante da comissão técnica.

Esta inesperada mudança profissional coincidentemente ocorreu após completar um ano como colunista da Universidade do Futebol, que é um marco que não posso deixar de mencionar.

Desde que recebi o convite de Rodrigo Leitão, sabia da responsabilidade que seria substituir um dos maiores estudiosos da modalidade no país. Desde então, com os conhecimentos que tenho e também os que busco para meu aperfeiçoamento profissional, tento manter a qualidade da coluna e contribuir na capacitação de profissionais da comunidade do futebol.

Obrigado Gheorge, Medina, Camarão e Tega pela oportunidade, pelas inúmeras discussões e trocas de e-mails que contribuem dia após dia para meu crescimento pessoal e profissional. Não tenho dúvida de que as magníficas ideias da Universidade se disseminarão no país do futebol.

Enfim, se você chegou até aqui, espero que não lamente por não ter aprendido nada sobre tática. Nesta coluna, resolvi abrir minha vida profissional, meus anseios, meus objetivos e minha nova e desafiadora jornada. Pode ser inspiradora ou ao menos provocar uma pequena reflexão em quem pretende seguir carreira como gestor de campo.

Para mim, estou certo, que será (e está sendo) uma grande oportunidade para aliar teoria e prática e, acima de tudo, aprender. Afinal, estamos aqui para isso…

Rumo à série A-3 em 2013!

http://www.youtube.com/watch?v=67PsCejBwP0